Hipotireoidismo e infertilidade: Entenda como a tireoide afeta a saúde reprodutiva feminina

Khasmogomed Rushisvili
By Khasmogomed Rushisvili 5 Min Read
Oluwatosin Tolulope Ajidahun esclarece a ligação entre disfunções da tireoide e dificuldades para engravidar.

De acordo com Oluwatosin Tolulope Ajidahun, a saúde da tireoide exerce um papel crucial no equilíbrio hormonal feminino e, consequentemente, na fertilidade. Quando essa glândula, localizada na base do pescoço, produz hormônios em quantidade insuficiente, diversas funções reprodutivas podem ser prejudicadas, dificultando a concepção e aumentando os riscos durante a gestação.

O hipotireoidismo caracteriza-se pela baixa produção dos hormônios T3 e T4, responsáveis por regular o metabolismo e auxiliar na coordenação de processos hormonais reprodutivos. Essa condição pode provocar irregularidades menstruais, ausência de ovulação e alterações no endométrio, reduzindo a probabilidade de uma gravidez natural ou bem-sucedida.

Como a tireoide influencia o sistema reprodutivo

Conforme explica Tosyn Lopes, a tireoide está intimamente ligada ao eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, que controla a produção de hormônios sexuais e o ciclo menstrual. Uma disfunção nessa glândula pode causar falhas na liberação dos óvulos e prejudicar o preparo do útero para receber o embrião.

O hipotireoidismo também pode afetar a fase lútea, diminuindo a produção de progesterona, hormônio essencial para a fixação e manutenção da gravidez. Além disso, estudos mostram que níveis inadequados de hormônios tireoidianos estão associados a um maior risco de abortamentos espontâneos, especialmente no primeiro trimestre.

Sintomas e sinais de alerta

Embora muitas mulheres não percebam imediatamente os efeitos do hipotireoidismo, alguns sinais podem servir de alerta: fadiga constante, pele ressecada, queda de cabelo, ganho de peso sem explicação, alterações de humor e ciclos menstruais irregulares. Como aponta Oluwatosin Tolulope Ajidahun, esses sintomas nem sempre são intensos, mas merecem investigação, sobretudo quando a paciente está tentando engravidar.

Saiba com Oluwatosin Tolulope Ajidahun como tratar o hipotireoidismo pode melhorar a fertilidade feminina.
Saiba com Oluwatosin Tolulope Ajidahun como tratar o hipotireoidismo pode melhorar a fertilidade feminina.

Ciclos longos, ausência de menstruação e sangramentos muito leves também podem indicar que a tireoide não está funcionando adequadamente. A detecção precoce é fundamental para evitar danos à fertilidade e para aumentar as chances de uma gestação saudável.

Diagnóstico preciso é fundamental

O diagnóstico do hipotireoidismo é feito por meio de exames de sangue que avaliam os níveis de TSH e T4 livre. Tosyn Lopes analisa que um TSH acima do intervalo de referência pode indicar a necessidade de reposição hormonal, normalmente feita com levotiroxina. Em mulheres que planejam engravidar, o objetivo é manter o TSH em níveis ideais para favorecer a ovulação e a implantação embrionária.

Além dos exames laboratoriais, a avaliação clínica é importante para identificar outros fatores que possam estar interferindo na fertilidade, como a presença de doenças autoimunes da tireoide (por exemplo, a tireoidite de Hashimoto).

Tratamento e impacto nas chances de gravidez

Quando diagnosticado e tratado adequadamente, o hipotireoidismo raramente impede a gestação. A reposição hormonal corrige o desequilíbrio, regula o ciclo menstrual e melhora a qualidade do endométrio. Como ressalta Oluwatosin Tolulope Ajidahun, a adesão correta ao tratamento e o acompanhamento regular com especialistas são determinantes para o sucesso reprodutivo.

No caso de mulheres que recorrem à reprodução assistida, é indispensável ajustar os hormônios tireoidianos antes de iniciar procedimentos como a fertilização in vitro (FIV), pois a função tireoidiana descompensada pode reduzir as taxas de implantação e aumentar o risco de perda gestacional.

Cuidados preventivos e qualidade de vida

A prevenção do hipotireoidismo não é sempre possível, já que muitas causas estão relacionadas a fatores autoimunes ou genéticos. No entanto, consultas ginecológicas regulares e a realização periódica de exames hormonais ajudam na detecção precoce da disfunção. Tosyn Lopes destaca que esse cuidado é especialmente relevante para mulheres com histórico familiar da doença ou que apresentem sintomas persistentes.

Hábitos saudáveis também contribuem para o equilíbrio hormonal: manter uma alimentação rica em nutrientes essenciais (como iodo, selênio e zinco), praticar atividade física moderada e controlar o estresse são atitudes que beneficiam tanto a tireoide quanto a fertilidade.

Cuidar da tireoide é cuidar da fertilidade

O funcionamento da tireoide está diretamente ligado à capacidade reprodutiva feminina. Oluwatosin Tolulope Ajidahun enfatiza que compreender essa conexão é essencial para planejar uma gestação de forma segura e consciente. Com diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento contínuo, é possível superar os desafios do hipotireoidismo e manter viva a possibilidade de gerar uma nova vida.

Autor: Khasmogomed Rushisvili

As imagens divulgadas neste post foram fornecidas por Oluwatosin Tolulope Ajidahun, sendo este responsável legal pela autorização de uso da imagem de todas as pessoas nelas retratadas.

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