Construir uma rede de contatos profissionais não significa conhecer o maior número possível de pessoas ou procurar alguém apenas quando surge uma oportunidade. Dalmi Defanti, fundador da Gráfica Print, está inserido em um ambiente no qual relações com clientes, fornecedores, parceiros e outros profissionais podem fazer parte da trajetória de uma empresa.
Para saber mais, leia mais a seguir!
Por que o networking não deve começar por um pedido?
Um dos erros mais comuns ao construir uma rede profissional é procurar determinada pessoa somente quando existe uma necessidade. Pedir uma indicação, apresentar um projeto ou buscar uma oportunidade são situações legítimas, mas a relação tende a ser mais consistente quando já existe algum histórico de contato. A confiança dificilmente surge de uma única conversa. Manter uma presença respeitosa ao longo do tempo ajuda a criar familiaridade antes que qualquer pedido seja necessário.
Por isso, como expressa Dalmi Defanti, o primeiro passo pode ser simplesmente demonstrar curiosidade pelo trabalho do outro. Perguntar sobre uma experiência, conversar sobre uma área de atuação ou compartilhar uma informação pertinente cria possibilidades de aproximação sem estabelecer imediatamente uma relação de troca comercial. O contato passa a existir pelo interesse na pessoa e em sua experiência profissional. Essa atitude também abre espaço para descobrir interesses em comum que podem fortalecer a conexão naturalmente.
Essa mudança de postura também evita que o networking seja percebido como uma sequência de abordagens calculadas. Quando alguém só aparece para pedir um favor, a intenção fica evidente. Já uma relação construída gradualmente permite que futuras oportunidades apareçam como consequência da convivência, e não como objetivo obrigatório de cada interação. Com o tempo, a reciprocidade tende a surgir de maneira mais espontânea, sem transformar cada contato em uma negociação.
Como transformar um contato em uma relação profissional?
Conhecer alguém é apenas o começo. Uma rede profissional consistente depende de alguma continuidade, mas isso não significa enviar mensagens constantemente ou tentar manter uma proximidade artificial. Pequenos contatos podem ser suficientes quando existe uma razão legítima para retomar a conversa. O mais importante é preservar a naturalidade da relação, respeitando o espaço e o momento de cada pessoa.

Uma mensagem para compartilhar uma informação relacionada à área da pessoa, um comentário sobre um projeto ou uma conversa iniciada depois de um encontro profissional podem manter o vínculo ativo. O importante é que exista algum conteúdo na interação. Perguntar como alguém está apenas para, na sequência, fazer um pedido pode produzir justamente o efeito contrário. Quando há uma troca real, o contato deixa de parecer uma obrigação e passa a fazer parte da construção da relação.
No ambiente empresarial, essa continuidade pode surgir naturalmente de diferentes situações. A experiência de Dalmi Defanti Cuiabá à frente da Gráfica Print mostra como uma trajetória profissional pode envolver relações que ultrapassam uma única negociação. Clientes, fornecedores e profissionais de diferentes áreas podem permanecer conectados mesmo quando não existe uma demanda imediata entre eles. Com o tempo, essas conexões podem ampliar as possibilidades de troca e contribuir para uma rede profissional mais sólida.
Por que sair do próprio círculo pode fortalecer a rede?
Uma rede composta apenas por pessoas da mesma profissão ou do mesmo ambiente pode oferecer familiaridade, mas também limitar o acesso a novas perspectivas. Conhecer profissionais de outras áreas permite entrar em contato com experiências, problemas e formas de trabalho diferentes das habituais. Essa variedade pode ajudar a identificar soluções que dificilmente surgiriam dentro de um único círculo profissional.
Segundo Dalmi Defanti, essa diversidade pode ser útil mesmo quando não existe uma relação direta entre as atividades. Um profissional de tecnologia pode apresentar uma visão diferente para alguém da indústria gráfica, assim como uma pessoa da área de comunicação pode contribuir para uma discussão sobre posicionamento empresarial. A troca não precisa resultar em parceria para ser relevante. O contato com outras especialidades também amplia o repertório e pode influenciar a maneira de analisar desafios do próprio trabalho.